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13/08/2019 12:36

Ibiporã abre negociação para ter unidade do Tiro de Guerra

O tenente do EB, Augusto, se reuniu com o prefeito João Coloniezi para negociar a vinda da unidade ao município

Prefeito João em reunião com o comandante do TG de Londrina, PM e Rotary de Ibiporã, e secretários

Fotos Crédito: Divulgação/NCS/PMI

Fonte: Núcleo de Comunicação Social/PMI

Na última segunda-feira, dia 12 de agosto, o prefeito do Município de Ibiporã, João Toledo Coloniezi, recebeu, em seu gabinete, a visita do tenente Augusto, comandante do Tiro de Guerra de Londrina, que fez uma apresentação do TG e todo trabalho realizado na cidade de Londrina com ações especiais na comunidade.

Estiveram também presentes no encontro representantes da Polícia Militar de Ibiporã, do Rotary Clube e os secretários de Indústria e Comércio, Antonholi, e Finanças, Edson Gomes. O intuito foi negociar a vinda da unidade ao município, que anualmente alista cerca de 400 jovens.

Em entrevista, o tenente explicou quais as funções do TG na vida do cidadão e da cidade em que ele habita. “O jovem se alista e depois sai reservista de segunda categoria. Ele trabalha com os projetos cívico-sociais, interagindo com a comunidade, além de ajudar o município em seu crescimento”, explicou Augusto.

Os jovens, que são chamados de atiradores, cumprem uma carga-horária diária e são liberados para seus afazeres pessoais, enfatizou o tenente. “O atirador fica apenas duas horas por dia prestando serviço militar com instrução básica. Após esse período ele fica liberado para o trabalho e estudo, ou seja, não atrapalha em nada nos projetos de cada um”.

Ao prefeito João Coloniezi foi apresentada uma cartilha com todos os requisitos necessários para que o Tiro de Guerra seja instalado no município. Também foram apresentados a fundo quais são os trabalhos realizados pelo TG de Londrina, por exemplo.

O tenente Augusto demonstrou estar bastante animado com a vinda da unidade para Ibiporã. “Gostei muito da recepção, fui muito bem atendido pelo prefeito e pelos secretários, inclusive convidaram o tenente Marcos da Polícia Militar, e eu acredito que futuramente Ibiporã terá sim um Tiro de Guerra”, afirmou.

O que são os Tiros de Guerra?

Os Tiros de Guerra (TG) são uma experiência bem sucedida entre o Exército Brasileiro e a Sociedade Brasileira, representados pelo poder público municipal e pelos milhares de cidadãos brasileiros que ingressam nas fileiras do Exército anualmente.  Essa parceria perene e edificante, juridicamente celebrada por intermédio de convênios, está enraizada na história e na formação do povo brasileiro há mais de 110 anos e tem profundas ramificações na sociedade na qual está inserido.

Esses jovens, ao serem matriculados com base na Lei do Serviço Militar (LSM), recebem a denominação de atiradores, designação emblemática e histórica, oriunda das primeiras sociedades de Tiro ao Alvo no Brasil, com finalidades militares e de formação da reserva para o Exército, embrionárias dos atuais TG.

Os Tiros de Guerra permitem, de forma criativa, inteligente e econômica, proporcionar a milhares de jovens brasileiros, principalmente os que residem em cidades do interior do país, a oportunidade de atenderem à Lei e de prestarem o Serviço Militar inicial.  Mais que o caráter obrigatório, essa modalidade de Serviço Militar configura um direito do cidadão em dar sua contribuição, ainda que modesta, para a defesa da Pátria, conciliando sua vida cotidiana com sua rotina de trabalho, estudo e convívio familiar.

Essa parceria, mais que vantajosa para os três entes (Exército, Poder Executivo Municipal e Cidadão), tem se mostrado, ao longo de décadas, um instrumento de educação e de civilidade nos mais distantes rincões do Território Nacional, sendo que os TG passaram a ser conhecidos pela sociedade brasileira como verdadeiras “escolas de civismo e cidadania.

Fonte: Exército Brasileiro – www.eb.mil.br