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13/11/2019 11:56

Calor e chuva: intensifique os cuidados para evitar a dengue

Combinação de calor, chuva e falta de cuidado com material reciclável aumentaram ligeiramente índice de infestação do mosquito da dengue em Ibiporã

Agentes de endemias realizam trabalho de prevenção e combate à dengue

Fotos Crédito: Divulgação/Endemias

Fonte: Caroline Vicentini/Núcleo de Comunicação Social/PMI

A combinação de calor e maior quantidade de chuvas associada ao descuido da população principalmente em relação ao material reciclável deixado nos quintais pelo aumento da infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya em Ibiporã.

 

Dados do quinto e último Levantamento Rápido do Índice Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2019 divulgado no início desta semana pelo Setor de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde, aponta um índice de infestação de 1,0% - percentual limite preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Isto quer dizer, que de cada 100 imóveis visitados pelos agentes de endemias, um apresentava criadouros do vetor. O índice é um pouco superior aos dois últimos LIRAa realizados no município, os quais apontaram um percentual de infestação do mosquito de 0,3 e 0,9%. Contudo, é inferior aos dois primeiros do ano – 3,6 e 1,4%.

 

O levantamento foi realizado entre os dias 4 e 8 de novembro. Foram visitados 900 imóveis – 5% do total – em todas as regiões da cidade. Segundo o coordenador de Endemias, Aldemar Galassi, 100% dos criadouros do Aedes aegypti foram encontrados nos quintais dos imóveis, principalmente em materiais recicláveis, tais como copos e garrafas, além de bebedouros de animais, o que indica que a população está deixando a água acumular nesses recipientes, tornando-os ambientes ideais para a rápida reprodução do mosquito. “O ciclo do mosquito é rápido; entre o ovo depositado pela fêmea do mosquito, à transformação em larva e, depois em mosquito, o período é de apenas uma semana. Basta deixar água parada acumulada para que ele  prolifere”, alerta Galassi.

 

O coordenador ressalta que todos devem fazer a sua parte para que Ibiporã não enfrente novamente uma epidemia da doença. “A eliminação da dengue depende, principalmente, da mudança de hábitos e atitudes. A limpeza dos jardins, varandas e qualquer espaço aberto deve ocorrer, no mínimo, a cada sete dias. Em 10 minutos já é possível eliminar os criadouros. Onde tem água parada pode ter dengue e a doença pode matar”, lembra Galassi.

 

 

Ações do poder público

 

 

O governo municipal segue com ações contínuas de prevenção e combate à dengue, tais como ciclos de tratamento e remoção dos criadouros em 100% do território (iniciado o sexto ciclo); trabalho de recuperação das casas vazias aos sábados; bloqueio de casos, “Bota Fora” (programa da Prefeitura que recolhe móveis, eletrodomésticos e entulhos em pequenas quantidades em toda a cidade), limpeza de fundos de vale, trabalhos educativos em escolas, empresas e igrejas e capacitação dos servidores de saúde para melhor notificação, diagnóstico e tratamento da doença.

 

 

Números da dengue em Ibiporã

 


Conforme levantamento realizado pelo Setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, no período epidemiológico de 29 de julho de 2018 a 27 de julho de 2019, foram notificados 3.053 casos de dengue em Ibiporã, sendo 1.369 positivos. Duas mortes foram registradas no período - um homem de 80 anos e uma mulher de 54.

 


Dois casos de febre chikungunya (autóctone – contraído no próprio município) também foram diagnosticados este ano em Ibiporã.

 


No atual período epidemiológico, iniciado em 28 de julho, já foram 20 casos confirmados de dengue. “Temos a circulação dos subtipos 1 e 2 da doença. Pessoas infectadas por subtipos diferentes em um período de seis meses a três anos podem ter uma evolução para formas mais graves da dengue”, alerta a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Vanessa Luquini.

 

 

Sintomas



A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que aos primeiros sintomas de dengue (febre alta, dores articulares, musculares e de cabeça, manchas avermelhadas na pele e indisposição), e chikungunya (febre, dor de cabeça, mal estar, dores pelo corpo e muita dor nas juntas) a pessoa se dirija à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência para que o diagnóstico inicial e a notificação sejam feitos. Normalmente, os sinais de alarme ocorrem entre o terceiro e quinto dia, esse é o chamado período crítico para dengue. Tratado com hidratação e medicação sintomática corretamente, a maioria dos casos evolui para cura.

 

 

 

FAÇA A SUA PARTE!!!!!



Prevenir é a melhor forma de evitar a dengue, zika e chikungunya. A maior parte dos focos do mosquito está nos domicílios, assim, as medidas preventivas envolvem o próprio quintal e também os dos vizinhos. É simples e rápido combater o Aedes aegypti. Siga essas dicas:

 

 

Garrafas PET e de vidro: As garrafas devem ser embaladas e descartadas corretamente na lixeira, em local coberto ou de boca para baixo;

 

Lajes: Não deixe água acumular nas lajes. Mantenha-as sempre secas;

 

Ralos: Tampe os ralos com telas ou mantenha-os vedados, principalmente os que estão fora de uso;

 

Vasos sanitários: Deixe a tampa sempre fechada ou vede com plástico;

 

Piscinas: Mantenha a piscina sempre limpa. Use cloro para tratar a água e o filtro periodicamente;

 

Coletor de água da geladeira e ar-condicionado: Atrás da geladeira existe um coletor de água. Lave-o uma vez por semana, assim como as bandejas do ar-condicionado;

 

Calhas: Limpe e nivele. Mantenha-as sempre sem folhas e materiais que possam impedir a passagem da água;

 

Cacos de vidros nos muros: Vede com cimento ou quebre todos os cacos que possam acumular água;

 

Baldes e vasos de plantas vazios: Guarde-os em local coberto, com a boca para baixo;

 

Plantas que acumulam água: Evite ter bromélias e outras plantas que acumulam água, ou retire semanalmente a água das folhas;

 

Suporte de garrafão de água mineral: Lave-o sempre quando fizer a troca. Mantenha vedado quando não estiver em uso;

 

Falhas nos rebocos: Conserte e nivele toda imperfeição em pisos e locais que possam acumular água;

 

Caixas de água, cisternas e poços: Mantenha-os fechados e vedados. Tampe com tela aqueles que não têm tampa própria;

 

Tonéis e depósitos de água: Mantenha-os vedados. Os que não têm tampa devem ser escovados e cobertos com tela;

 

Objetos que acumulam água: Coloque num saco plástico, feche bem e jogue corretamente no lixo;

 

Vasilhas para animais: Os potes com água para animais devem ser muito bem lavados com água corrente e sabão no mínimo duas vezes por semana;

 

Pratinhos de vasos de plantas: Mantenha-os limpos e coloque areia até a borda;

 

Objetos d’água decorativos: Mantenha-os sempre limpos com água tratada com cloro ou encha-os com areia. Crie peixes, pois eles se alimentam das larvas do mosquito;

 

Lixo, entulho e pneus velhos: Entulho e lixo devem ser descartados corretamente. Guarde os pneus em local coberto ou faça furos para não acumular água;

 


Lixeira dentro e fora de casa: Mantenha a lixeira tampada e protegida da chuva. Feche bem o saco plástico.