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Jornal destaca coleta seletiva de Ibiporã

15/07/2011 15:46

Folha de Londrina desta sexta-feira (15) destaca o prêmio recebido pela Prefeitura de Ibiporã na área de meio ambiente, semana passada.

 

Leia a reportagem do jornal:

 

 

O município de Ibiporã tem mostrado na prática que é possível criar alternativas para resolver o problema de aterros sanitários superlotados que se tornou um desafio para cidades do mundo todo. O programa de separação e coleta de resíduos desenvolvido na cidade de aproximadamente 48 mil habitantes há três anos, segundo informações da administração, reduziu o volume de rejeitos de 30 para 5 toneladas por dia.

A iniciativa acaba de ganhar o 'Prêmio 5 de Junho - Sustentabilidade na Administração Pública: uma prática de valor, respeito e sucesso'. A premiação foi criada pelo Instituto Negócios Públicos do Brasil, com o objetivo reconhecer e valorizar as práticas socioambientais dos municípios e empresas públicas.

De acordo com informações do Serviço Municipal de Água e Esgoto (Samae), das 30 toneladas, 60% são lixo orgânico, 30% material reciclável e 20% rejeito. O diretor de Limpeza Pública do Samae, Miguel Gardini, garante que o programa tem a adesão de 96% da população. ''Para envolver os moradores nesse processo, fizemos propaganda e distribuímos panfletos ensinando a fazer a separação em três tipos de lixo: orgânico, reciclável e rejeito'', explica. Gardini diz que a prefeitura também contratou um carro de som para reforçar as informações. ''Além disso, promovemos sessões de teatro em todas as escolas com o objetivo sensibilizar as crianças para que elas convencessem os pais a participar do processo.''

Com a ajuda da população, houve uma redução no volume do lixo que era destinado ao aterro sanitário de Ibiporã, que já estava superlotado. ''Antes do programa eram encaminhados ao aterro 30 toneladas de lixo por dia, sendo que 98% deste total eram de material reaproveitável. Hoje esse número caiu para cinco toneladas por dia apenas de rejeito; parte deste material é encaminhada ao aterro e o restante transformado em adubo orgânico. Recebemos cerca de 15 toneladas por mês de adubo que usamos em hortas comunitárias e canteiros da cidade. O restante é comercializado pela Kurika Ambiental '', esclarece Gardini, informando que a empresa é responsável pela coleta e a destinação do lixo - inclusive do reciclável.


A coleta do material obedece a um cronograma que foi impresso em um ímã de geladeira distribuído em todas as residências. ''No ímã tem o dia, a hora e o tipo de lixo que é recolhido'', informa Gardini. Ele explica que a empresa responsável pelo serviço distribui sacos plásticos com cores diferentes para cada tipo de lixo e mantém três caminhões circulando em todas as regiões diariamente para realizar a coleta do material.

Marcos Roman
Reportagem Local

 

 

 

BOX - 15/07/2011 -- 00h00

Desafios para melhorar sistema

Glória de Oliveira decorou os dias e horários em que o caminhão passa

A comerciante Glória Lima de Oliveira já decorou os dias e horários em que o caminhão da coleta seletiva passa recolhendo o lixo no Jardim Dom Bosco. ''Também já sei o que é rejeito, lixo orgânico e material reciclado. Desde o começo do programa separo o lixo de casa todos os dias e coloco nos sacos plásticos conforme o tipo do material'', afirma. Ela elogia a iniciativa da prefeitura. ''Antes a gente via um monte de lixo espalhado pela rua. Agora a cidade está muito mais limpa e organizada'', afirma.

A dona de casa Geralda Braga da Silva também aderiu ao programa. ''É tudo bem explicado e a gente sempre vê matérias informando sobre a importância de cuidar do meio ambiente. Aqui em casa até meu marido e meu filho de 10 anos separam o lixo corretamente'', enfatiza.

O diretor de Limpeza Pública do Samae, Miguel Gardini, diz que a cidade ainda enfrenta desafios na área da coleta de lixo, mas que, alternativas têm sido criadas para melhorar o sistema. ''Quando nos deparamos com sacos rasgados e lixo esparramado em frente alguma residência eu entro em contato com o proprietário e explico que cada morador é responsável pela destinação do lixo. Informo que isso está previsto em leis municipal, estadual e federal e que a infração pode render multas que variam entre R$ 50 e R$ 5 mil. Nunca chegamos a multar ninguém, pois geralmente as pessoas passam a cuidar mais do próprio lixo'', revela.

Outro impasse enfrentado pela Samae são os carroceiros. ''Ainda existem pessoas que fazem frete de lixo e jogam o material em terrenos baldios ou no Horto Florestal. Procuramos orientar e estamos criando um decreto que prevê penalidades mais severas'', diz. (M.R.)

 

15/07/2011 -- 00h00

Cooperativa de recicladores em estudo

A Prefeitura de Ibiporã pretende criar uma cooperativa de recicladores para executar o serviço de separação e comercialização do material reaproveitável coletado na cidade.

''Estamos nos estruturando para isso'', afirma o diretor de Limpeza Pública do Serviço Municipal de Água e Esgoto (Samae), Miguel Gardini. ''Já realizamos diversos estudos e projeções que mostram que esse serviço pode beneficiar até 45 pessoas proporcionando uma renda mensal que varia de um salário mínimo até aproximadamente R$ 1,2 mil'', acrescenta o diretor.

De acordo com Miguel Gardini, os trâmites burocráticos para a criação da cooperativa de recicladores estão em estado avançado e o projeto deve ser executado dentro de alguns meses. (M.R.)

de Extraido da Folha de Londrina de 15/07/2011