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03/08/2020 15:33

Prefeitura lança Coordenadoria de Atendimento à Mulher de Ibiporã

Objetivo da Cami é fortalecer a rede de serviços de atendimento à mulher vítima de violência, bem como desenvolver um trabalho preventivo

Autoridades presentes ao lançamento da Coordenadoria de Atendimento à Mulher de Ibiporã (Cami)

Fotos Crédito: Danilo Pomin/NCS/PMI

Fonte: Caroline Vicentini/NCS/PMI

A rede de serviços de atendimento à mulher vítima de violência está ganhando um reforço em Ibiporã. Na sexta-feira (31), foi lançada a Coordenadoria de Atendimento à Mulher de Ibiporã (Cami), em cerimônia realizada no auditório do Centro Tecnológico do Trabalhador de Ibiporã (CTTI). O evento contou com as presenças do prefeito João Coloniezi, da secretária de Assistência Social, Ireny Sorge, da vereadora Mari de Sá, da secretária municipal de Políticas para as Mulheres de Londrina, Liange Doy Fernandes, da técnica gestora e ex-secretária da Mulher de Londrina, Nádia Oliveira de Moura, do diretor da UniCesumar em Londrina, Carlos Henrique Vici, além de representantes da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf), Polícias Civil, Militar e Rodoviária, secretários e servidores municipais.


O objetivo da Cami é formular, coordenar e acompanhar as políticas públicas referentes à mulher na cidade de Ibiporã, trabalhando na defesa de seus direitos e garantindo a plena manifestação de suas capacidades com autonomia. “O governo municipal quer fortalecer a rede de serviços de atendimento à mulher vítima de violência, bem como desenvolver um trabalho psicológico com o agressor e preventivo junto à sociedade”, explica Ireny. A coordenadora da Cami é a psicóloga Lisa Mitiko Koga, servidora de carreira do Município.


Segundo a secretária, o trabalho na Cami será realizado por uma equipe multiprofissional, formada por psicólogas, assistente social e assessoria jurídica visando à autonomia, valorização e capacitação para o mundo do trabalho, prevenção e enfrentamento à violência, saúde e bem-estar das mulheres. “Provisoriamente, a Cami funcionará no Creas, na João Barreto. Porém, futuramente, o nosso desejo é ter um espaço próprio, um Centro de Referência no Atendimento à Mulher”, revela Ireny.


O Creas de Ibiporã oferta atendimento e acompanhamento para mulheres em situação de violência doméstica e familiar, oferecendo serviços de acolhida, atendimento individual, oficinas quinzenais, busca ativa por meio de contatos telefônicos e visitas domiciliares, atividades temáticas em meses comemorativos, articulação com a rede de serviços e encaminhamentos necessários. “Com a implantação da Coordenadoria de Atendimento à Mulher, queremos formular ações de engajamento com vários setores do poder público, Judiciário, Legislativo e Sociedade Civil que efetivamente fortalecem a rede de enfrentamento à violência e mostram para as mulheres que não estamos sozinhas nesta luta por respeito, direito e igualdade”, argumenta a secretária.


Parabenizando a iniciativa, o prefeito João Coloniezi enfatizou que a Cami é mais uma política pública colocada à disposição da população a fim de dar um basta à violência contra a mulher. “A maioria das mulheres sofre calada, por vergonha, medo ou por não saber a quem pedir ajuda. Mas saiba você, mulher, que é vítima de violência física, sexual, psicológica, patrimonial ou moral, que estamos aqui para te acolher, oferecendo apoio e proteção, e te auxiliar a romper o ciclo da violência”,  frisou o prefeito.

 

Acesso à informação

 

Com o aumento dos índices de violência contra a mulher durante a pandemia de Covid-19, as ações voltadas à prevenção e ao auxílio das vítimas precisam ser priorizadas. A informação e a solidariedade são importantes instrumentos de defesa. Por isso, é preciso que toda a sociedade esteja apta a identificar possíveis casos de violência e também alertar as autoridades sobre essas suspeitas.


Por isso, a Prefeitura de Ibiporã, por meio da Secretaria de Assistência Social, estabeleceu uma parceria com a UniCesumar em Londrina, objetivando divulgar informações a respeito da Lei Maria da Penha – instituída em 2006 e que criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher – e as formas de combate e denúncia dessa violência, possibilitando a inclusão informacional de pessoas com deficiências auditivas e visuais. Segundo o diretor da UniCesumar em Londrina, Carlos Henrique Vici, será desenvolvida uma campanha (cartilha + vídeo), com tradução do conteúdo em áudio e libras. O material será disponibilizado em escolas e instituições de ensino superior, além de ser divulgado para a população por meio das redes sociais “Neste momento, a nossa intenção é proporcionar inclusão social a muitas mulheres que precisam de informações, bem como ter suas dignidades garantidas”, comentou Vici.